Quarto colocado no Campeonato Francês, o Paris Saint-Germain deu um
tempo em qualquer princípio de crise nesta terça-feira. Não com uma
grande atuação, é bem verdade, mas sim com um resultado que o deixou no
topo do Grupo A da Liga dos Campeões após seis rodadas: vitória sobre o
rival direto Porto, por 2 a 1, no Parque dos Príncipes. E com grande
colaboração brasileira, já que Thiago Silva deixou o seu, de cabeça, enquanto o goleiro Hélton falhou feio no gol do argentino Lavezzi. O colombiano Jackson Martínez descontou.
O que parecia impossível antes do sorteio, em agosto, tornou-se
realidade para o milionário PSG. Integrando apenas o pote três, o time
do sueco Zlatan Ibrahimovic - em noite apagada, diga-se – escapou de um
confronto com gigantes europeus e fez valer de todo o seu investimento
para terminar a chave com 15 pontos (cinco vitórias e uma derrota). Os
portugueses, que entraram em campo já classificados, acabaram em
segundo, com 13. Dínamo Zagreb e Dínamo de Kiev estão eliminados (os
ucranianos vão à Liga Europa).
Um primeiro tempo com a cabeça
Quem enfrentou o frio parisiense de 6º C e se deslocou até o Parque dos
Príncipes viu um primeiro tempo com ligeira superioridade do Paris
Saint-Germain. Mas quando a fase não é das melhores não há muito o que
argumentar.
Um fato, no entanto, foi novidade: os donos da casa não precisaram do
futebol de Zlatan Ibrahimovic para sair no placar. Marcando no campo
ofensivo, o time de Carlo Ancelotti criou oportunidades suficientes para
abrir o marcador aos 28 minutos. Em jogada de bola parada, Maxwell
cruzou da esquerda para Thiago Silva, de cabeça, mandar no ângulo
direito de Helton.
Até então apagado, o Porto, como quase sempre, encontrou a solução em
seus sul-americanos para buscar o empate. Aos 32, o brasileiro Danilo
deu um lindo drible em Maxwell na ponta-direita e cruzou na medida para o
colombiano Jackson Martínez emendar, também de cabeça.
Hélton falha feio
O PSG sabia que o primeiro lugar na chave tem muito mais a oferecer do
que a chance de enfrentar um gigante como o Real Madrid, por exemplo
(segundo colocado no Grupo D). Definir em casa, com o apoio da torcida
que encheu o estádio, é um deles. Ou, no caso de a sorte estar a favor
no sorteio do próximo dia 20, enfrentar um adversário mais frágil que
até o próprio Porto.
Além disso, havia a oportunidade de acabar com a pequena série de duas
decepções consecutivas - incluída aí uma eliminação para o rival
Saint-Étienne na Copa da Liga Francesa. Definitivamente não era pouco. E
o PSG mostrou que sabia de tudo isso ao voltar para o segundo tempo num
ritmo ainda mais acelerado.
Logo aos dois minutos, Ménez foi lançado pela esquerda, invadiu a área e
chutou cruzado. O zagueiro argentino Otamendi se antecipou com o
carrinho e mandou pra escanteio. Aos cinco, novamente o meia-atacante
francês foi o protagonista, desta vez com Hélton como “vilão”.
O goleiro brasileiro só não esperava, porém, se tornar o grande vilão
da noite. Aconteceria nos minutos seguintes. Aos 15, Lavezzi recebeu
dentro da área e chutou rasteiro. Hélton caiu para fazer a defesa, mas
viu a bola passar por debaixo de seus braços. Um frangaço.


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