domingo, 25 de novembro de 2012

Herói com luvas, Felipe Melo recebe elogios até de Taffarel: 'Sai que é sua!'

É uma daquelas coincidências sensacionais que o destino prega. Quando Fernando Muslera foi expulso por cometer um pênalti aos 45 minutos do segundo tempo, Felipe Melo encaminhou-se praticamente de imediato até o uruguaio para pegar suas luvas. A poucos metros dali estava Claudio Taffarel, preparador de goleiros do Galatasaray e ídolo de cada brasileiro em especial nas Copas do Mundo de 1994 e 1998. O volante superou as três substituições já realizadas e incorporou o espírito do antigo camisa 1 para defender a cobrança de Türkdogan. A vitória de seu time sobre o Elazigspor, por 1 a 0, estava garantida. E o líder do Campeonato Turco teve um herói às avessas.
- O Taffarel mesmo brincou e falou "sai que é sua, Felipe Melo!". Quando acabou o jogo ele correu em minha direção e me abraçou. Não falou nada antes porque não tinha muito o que falar. Não dá para escolher esquerda, direita. Mas confesso que me ajudou bastante depois do pênalti. Houve uma falta na entrada da área e eu não sabia quantos homens na barreira eu colocava. Ele soube que iriam cruzar e me aconselhou a pedir um só. É um cara que ganhou tudo. Depois de pegar o pênalti é que não iria tomar o gol, não é? - disse em entrevista ao GLOBOESPORTE.COM o "Pitbull", como é conhecido pela torcida, antes mesmo de a bola sair pela lateral.
Felipe não teve problemas em admitir que adiantou-se alguns centímetros antes de pular para o lado direito. Talvez por ser praticamente uma novidade ao longo de sua carreira - ele já viveu a mesma experiência em 2006, quando Ronaldinho converteu a cobrança pelo Barcelona contra o Racing Santander. Ou pelo momento de heroísmo.
- É igual quando se faz um golaço de bicicleta irregular. O juiz tem que passar a mão na cabeça (risos). Eu não tenho cacoete de goleiro para ficar parado. Só me dei conta que caminhei depois que vi o vídeo. Tenho na cabeça eu olhando nos olhos do atacante, estava muito confiante mesmo. O problema é que o gol ficou gigante, não sabia para qual lado ir. A sorte é que ele bateu mais ou menos como eu, olhando para o goleiro até o último momento. Fingi que ia para um lado e caí para o outro. Saber que vai pegar o pênalti é uma sensação muito gostosa. Só tive que fazer a bola sair pela lateral - contou o camisa 10, idolatrado até mesmo numa partida fora de casa.

- Acabou o jogo e todos vieram me abraçar. O mais legal é que sempre disse que queria me tornar um ídolo nacional. E ontem (sábado) fui aplaudido pela torcida adversária. Estou muito contente pela atuação, pela liderança e por poder ajudar. A história acabou sendo feita - completou.

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